


Cooperativa de costureiras do Caípe
Vestindo uma realidade melhor
Dignidade e conquista de um lugar no mercado de trabalho parecem sonhos simples, mas para muitos brasileiros ainda são inviáveis. Na cidade de São Francisco do Conde, na Bahia, onde está instalada a refinaria Landulpho Alves (RLAM), a comunidade do Caípe é uma das mais desfavorecidas. É neste cenário que a Petrobras desenvolve o projeto Cooperativa de Costureiras do Caípe, com o objetivo de gerar renda e emprego para as mulheres da região.
No começo do Projeto, a capacitação das participantes foi feita pelo SENAI. Ao mesmo tempo, foram realizadas reuniões semanais para ajustar os processos, os métodos e os procedimentos de trabalho das profissionais. Também foram feitas atividades de sensibilização e mobilização das cooperadas, em que se traçou o perfil da cooperativa e se levantaram as necessidades e interesses das mulheres, para que fosse viabilizado o plano operacional de melhorias.
Depois da capacitação, teve início o processo de regularização da cooperativa nos segmentos responsáveis. As gestoras e líderes foram escolhidas, entre as 64 mulheres da Cooperativa, de forma democrática. No cotidiano de trabalho, são utilizados os procedimentos do cooperativismo, tais como gestão compartilhada, descentralizada, dialógica e participativa, além de tomadas de decisões feita sempre em grupo e consenso. O projeto é desenvolvido de maneira autônoma e a todo momento as mulheres cooperadas são estimuladas a exercitar seu protagonismo e espírito empreendedor, descobrindo seu talento e aprendendo a praticar e a valorizar sua cidadania.
A fim de organizar o trabalho foram formados pequenos grupos, um para cada função ou etapa do processo de corte e costura. O processo é feito em linha de produção, o que resulta em mais eficiência das atividades e qualidade dos produtos, que têm acabamento perfeito. Tudo isso, no menor prazo possível e com economia de tempo e de recursos humanos, o que otimiza a relação custo-benefício.
A refinaria (RLAM), além de repassar os recursos financeiros em tempo hábil, proporciona assessoria voluntária nas áreas financeira, contábil e de compras. Já o SENAI monitora continuamente as atividades realizadas, observando os impactos sociais obtidos no que diz respeito à qualidade de vida das famílias envolvidas, além de prestar assessoria técnica. Trimestralmente, é feita uma avaliação também pelo SENAI.
As microempresas locais participam adquirindo ou promovendo os produtos da Cooperativa. Hoje, há produção de fardamentos industriais para as principais empresas locais. O Projeto também mantém parcerias com a Prefeitura Municipal de São Francisco do Conde, que dá apoio institucional à iniciativa. As empresas TermoBahia e G. Química, são clientes da Cooperativa e a Associação de Moradores do Caípe presta apoio logístico. Para atrair mais parcerias de sucesso, ou mesmo clientes eventuais, a Petrobras produz material promocional sobre a Cooperativa.
A Petrobras tem a intenção de ampliar o Projeto de acordo com as novas demandas e necessidades que forem identificadas na região. O investimento no Projeto em 2006 foi de R$21 mil, sendo R$328 ao ano por cada beneficiada. O resultado disto é amplo e muito positivo, a começar pelas mudanças de atitudes e comportamentos das mulheres, que vislumbram uma possibilidade maior de oferecer um futuro melhor aos seus filhos. Além disso, a melhoria da renda mensal foi fator atenuante e, por conseqüência, melhorou a qualidade de vida das famílias, aumentando a auto-estima das beneficiárias e a inclusão da mulher no centro do processo de desenvolvimento sustentável, como líder e protagonista das ações.
São 64 beneficiadas e, considerando uma família de cinco membros, seriam 320 pessoas beneficiadas. Uma prova de que a Cooperativa pode ter resultados muito maiores do que os aparentemente atingidos.
A conquista destas mulheres, de sua autonomia pessoal, social, profissional e financeira é talvez o maior e mais valioso retorno que o Projeto pôde gerar até agora.
|