Qual é o Benefício?
Quero me Associar
Associado Mantenedor
 
Top de Marketing
Top Social
Happy Hour Empresarial
Personalidade do Ano
Encontro com os Notáveis
Fórum dos Governadores
 
Press Release
Artigos
Notícias
Clipping
Newsletter
Portfólio ADVB
 
Informações do Mercado
Cursos
Serminário ADVB
 
Home - Eventos - Prêmio Top Social

Projeto Formação Profissional em Corte e Costura na Penitenciária Talavera Bruce
Confeccionando um furuto melhor

Atrás das grades a perda da auto-estima e a incerteza no futuro são crescentes. O Projeto Formação Profissional em Corte e Costura na Penitenciária Talavera Bruce, desenvolvido pela Petrobras desde fevereiro de 2006, busca resgatar a cidadania das internas e aumentar suas chances de inserção no mercado de trabalho após deixarem as celas. Realizada no Talavera Bruce, presídio feminino localizado em Bangu, no Rio de Janeiro, a ação proporciona capacitação profissional e atividade remunerada.

O Projeto realizado em parceria com a Fundação Santa Cabrini e com o SENAI oferece cursos de capacitação de corte e costura para as detentas, para que se tornem aptas a trabalhar em confecções. Para participar do Projeto as internas passam por uma seleção que segue alguns critérios como estar estudando, apresentar bom comportamento e o tempo de reclusão.

As selecionadas são divididas em duas turmas: uma da manhã e outra da tarde. Durante cerca de nove meses elas têm aulas técnicas, de ética, cidadania, moda, empreendedorismo e cooperativismo. O projeto incentiva o aprendizado e utiliza textos, vídeos e músicas que facilitam o aprendizado. A equipe de profissionais envolvidos é composta por professores, técnicos, assistentes sociais e psicólogos.

A penitenciária possui diversas máquinas, além de outros equipamentos e material de consumo como máquina de overloque, de casear, de pregar botão, de mosquear, de braço, de costura reta, de duas agulhas ponto corrente e de duas agulhas ponto fixo, além de tesouras, agulhas, cadeiras e outros.

Nos três meses finais do treinamento, as internas são remuneradas, o que significa um atrativo a mais para elas e viabiliza que, ainda no presídio, consigam colaborar com a renda familiar. Elas recebem bolsas para o aprendizado, no entanto, foi necessária uma adequação, haja vista que outras atividades remuneradas da penitenciária atraíam muito mais do que só o aprendizado.  As internas precisavam receber algum valor monetário que pudesse atender as suas necessidades. Foi proposto um ajuste antecipando metade da bolsa para o 3º, 4º e 5º mês do curso. Outro incentivo é que a cada três dias trabalhados é reduzido um da pena a ser cumprida.

No início, com a previsão de possíveis evasões, o projeto contou com 40 internas.  Ao longo de sua execução, algumas tiveram remissão de pena, uma foi transferida de unidade e outras desistiram, chegando ao final com 21 detentas beneficiadas. O efeito multiplicador da ação acontece quando, após terminarem o curso, o grupo de internas transmite o que aprendeu para as demais detentas, fazendo com que o conhecimento seja estendido. Deste modo, a unidade prisional passa a ser um centro de trabalho de costura, o que desperta a atenção de empresas interessadas em estabelecer parcerias e gerar novas demandas que impulsionam o trabalho.

As internas envolvidas no Projeto apresentam bom comportamento e já participaram de atividades educativas, coral, peças teatrais e de outros eventos que estimulam a prática de valores como solidariedade, união e espírito de grupo. As detentas também passaram a estabelecer entre si relações de respeito, o que mostra que, além da qualificação profissional, também houve desenvolvimento humano.

Como as internas ainda estão em processo de aprendizado, são produzidas poucas peças,  modelos que vão sendo aprimorados e que ficam para as próprias aprendizes. O Projeto, cujo investimento foi de cerca de R$ 600 mil, busca agora aproximação com empresas de pequeno e médio porte. Recentemente foi realizada uma mesa redonda com empresários do segmento de confecção para debater a participação destas organizações em trabalhos penitenciários.

O curso se encerrará no dia 4 de agosto e a Fundação acaba de fechar contrato com a Prefeitura de Niterói para fornecimento de jalecos e blusas. Outras detentas já estão trabalhando neste contrato e as aprendizes do projeto da Petrobras também serão incorporadas a ele, recebendo como as demais por hora trabalhada. Além disso, o intuito é que o número de treinadas aumente 100% até outubro de 2007.

Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - ADVB RJ
Av. Nilo Peçanha, 50 - Sala 1217 - Centro - CEP: 20020-906
Rio de Janeiro - RJ
(0xx21) 2524-8979