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Você se comunica bem?

Comunicar-se bem faz toda a diferença nas relações humanas. É básico. Não tem substituto.

As relações ocorrem através da comunicação, e dela dependemos para obter o que precisamos do mundo, não é verdade?

E já pensou em como seria a sua vida, caso você aperfeiçoasse sua comunicação, independente do que faz?

Poderia melhorar substancialmente suas relações familiares e com seus amigos, poderia vender muito mais, conseguir melhores empregos, dar aulas e palestras excelentes, falar para a televisão e o rádio com tranqüilidade, conquistando o público, até aumentar a clientela de seu consultório, de seu negócio (seja lá qual for) e, com certeza, poderia ser muito mais feliz. As pessoas com dificuldades de comunicação relatam grande sofrimento.

Como já disse, comunicar-se bem é uma necessidade básica – nascemos com ela. Causa-nos grande desconforto passar pela vida como simples ouvintes, quando temos tanto a dizer do nosso universo interior, do nosso modo particular de ver as coisas. Ao nos bloquearmos ou sentirmos que nos bloquearam a comunicação, sofremos muito. Ficamos com sentimento de menor valia, de raiva, enfim, nada que seja agradável e positivo.

A comunicação tem várias modalidades. É um assunto extenso. Vou tratar aqui, um pouco, da comunicação verbal: falar em público, fazer palestras dentro das empresas, na televisão.

Você é condicionado, por uma série de modelos adquirido na vida, a se comunicar mais, menos, melhor ou pior. Depende, entre outros fatores, da forma como suas relações com o mundo se deram desde a infância.

Por exemplo: filhos de pais muito autoritários usualmente têm maior dificuldade, porque não foram incentivados a expressar continuamente seus pensamentos ao longo da infância e da adolescência, fase em que as pessoas são estruturadas nas relações com o mundo externo. Sistemas de ensino antiquados, com professores desabilitados neste assunto, causam efeitos semelhantes ou pioram. As relações com os companheiros ou coleguinhas podem ser bloqueadoras para aqueles que foram alijados dos grupos, ou por não serem “ bons de bola”, ou por seus grupos aceitarem lideranças autoritárias. Crianças e adolescentes também podem ser muito autoritários e até mesmo os irmãos se bloqueiam.

O que ocorreu com você, e a forma como vivenciou tais fatos, é mesmo uma questão de sorte. Existem relatos de famílias que incentivam as crianças a se expressarem de várias formas, ajudando-as na sua liberação. Infelizmente, não são a maioria, nem de longe. Além da família, faz diferença o bairro, a vizinhança, o tipo de colégio, os clubes próximos, etc. Dependemos, então, de uma série de fatores que vão ocorrendo e sendo assimilados individualmente, fortalecendo ou inibindo a nossa expressão verbal, até chegarmos a este momento da existência, satisfeitos ou não. A maioria, com certeza, não.

Isto pode mudar, e para muito melhor. Passar da posição de ouvinte inibido e sem autoconfiança para palestrante entusiasmado e seguro é possível, simples, e só depende de você.

Como são várias as orientações a serem dadas para a realização desta mudança, vou me concentrar em uma delas, a inicial, que você pode praticar em casa, primeiro sem ninguém para perturbar e, depois, exercitando com seu cônjuge, filhos, amigos, até ir ampliando o número de pessoas que queiram colaborar com seu treinamento pessoal. É possível também criar um “ clube” de amigos com o mesmo interesse, que se encontrem, de tempos em tempos, para apresentação de idéias, de produtos ( vendas), com tempo determinado para cada um falar, utilizando alguns critérios simples para avaliação, que podem ser aprendidos em livros e treinamentos especializados.

O meu chama-se APRESENTAÇÕES VENCEDORAS – Transforme-se em um Águia das vendas e da comunicação.

Preparação é a melhor inspiração

Existem pessoas que falam bem de improviso. Mas será que estão improvisando mesmo? Você acha que alguém consegue falar muito bem, com propriedade, segurança, transmitindo convicção, sobre algo de que nunca ouviu falar? Sobre coisas completamente ignoradas? Claro que não!

Ler um jornal é uma preparação. Ver televisão, ler livros, ouvir palestras, são formas de preparação para falarmos de assuntos gerais. Algumas pessoas, atentas, recebem as informações e criam suas formas próprias de se referirem aos assuntos. Mas para falar bem, no mínimo anteriormente já pensaram sobre os temas.

Todos nós já selecionamos os assuntos de nosso interesse, tendo apenas uma idéia geral sobre os demais. Quem não se interessa por futebol, não lê a parte de esportes dos jornais e não assiste aos jogos, não vai falar bem de futebol nunca. Política é outro exemplo, economia e outros assuntos também.

Para começar seu treinamento, selecione um tema do qual você goste e escreva a sua fala. Isso mesmo. Prepare-se completamente. Enquanto você escreve, memoriza, corrige e tem tempo para reflexões. Depois, leia em voz alta, procurando fazer as mesmas inflexões de voz que fazem, por exemplo, os palestrantes ou locutores na televisão ( aqueles que você admira).

Quando estiver seguro de que memorizou a fala ( não é decorar, é saber todas as etapas de memória: início, meio e fim), treine na frente de um espelho grande o bastante para se ver pelo menos da cintura para cima e tenha a sua primeira surpresa: você estará vendo quem está falando, que é você, na idade em que está agora. Não a criança tolhida, nem o “ adolescente rejeitado”, mas você, com a sua cara atual, que é vista pelos outros do modo como você está se vendo: falando, gesticulando, e fazendo expressões faciais. Repita quantas vezes for necessário, até se sentir bem. É garantido que conseguirá.

Se tiver uma câmera de vídeo, melhor ainda, mas comece pelo espelho. Coloque a câmera em algum ponto fixo e vá se divertir na frente dela, falando e gesticulando de todas as maneiras que quiser, sem censura. Afinal, a fita é sua. Depois assista e veja quem você é. Perceba, com boa dose de autocrítica, que aspectos você pode melhorar. E vou dizendo logo: nem todo mundo é o William Bonner ou a Fátima Bernardes. Precisamos reconhecer que nossa atratividade existe e aprender a gostar do modo como somos. Repita de várias formas, até você gostar. E gostará muito.

Sorria. É inacreditável o que seu sorriso pode fazer por você. Solte o corpo, gesticule moderadamente, movimente as sobrancelhas para, em resumo, se tornar um ator na sua comunicação. Você pode. Todo mundo pode, e na verdade já fazemos isso o tempo todo – representamos vários papéis. Por exemplo, tente uma apresentação calma, outra agitada, outra com muita gesticulação, outra combinando as três formas anteriores e outras que quiser. Escolha um “ modelo” de apresentador que lhe agrade, que você goste mesmo e o imite. Comece assim. A sua naturalidade inevitavelmente virá depois. Com certeza...

Se você seguir as orientações acima, estará fazendo a mesma coisa que fazem todos os comunicadores considerados excelentes. Eles não improvisam. Treinam. Muitas pessoas treinam contar piadas várias vezes, antes de contar para os amigos. São consideradas boas nisso. Outras treinam várias histórias para contar, que utilizam no meio de suas conversas, ou mesmo presentações. Preparação, preparação...

Quando estiver pronto, comece suas apresentações “públicas” e ouça as opiniões.

Outras dicas rápidas: faça exercícios para soltar os músculos da mandíbula e da língua ( caretas horríveis). Cante ( sempre músicas alegres), principalmente antes de uma apresentação. Cante no chuveiro, vá cantando no carro, a caminho, soltando sua voz. Músicas alegres preparam seu humor e causam bem-estar geral. Tenha uma atitude sempre positiva. A sua convicção de que fará uma boa apresentação é 90% do sucesso.

Estude este assunto. Existem vários livros excelentes que tratam deste tema tão importante, com enfoques diferentes, mas todos muito construtivos. Se puder, faça um treinamento. Existem instrutores em todos os pontos do Brasil habilitados a ajudar você na sua transformação.

Fonoaudiologia funciona muito bem para resolver dificuldades da fala. Um grande repórter da TV, famoso, que está no ar há vários anos, mas que não importa aqui identificar, é gago! Sério! Faz fonoaudiologia direto há vários anos e consegue, na hora de falar para a câmera, através de controles respiratórios, alcançar excelentes resultados.

Ney Loja
Psicólogo e consultor, presidente da GDAN, autor dos livros “Crenças Positivas - Você pode serfeliz” e “Apresentações Vencedoras”, neiloja@neiloja.com.br

Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - ADVB RJ
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