APÓS AUMENTAR PARTICIPAÇÃO NA LIGHT
Cemig anuncia que vai às compras. Estatal tem até R$ 3 bilhões para adquirir empresas com possibilidades de sinergia
Dias após ter anunciado aumento de sua participação na Light, a Cemig divulgou planos de fazer aquisições R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões principalmente em empresas com possibilidade de sinergia à companhia mineira ao longo do ano - sendo que só o aumento da participação na Light pode resultar em um desembolso de R$ 1,6 bilhão.
As informações são do presidente da estatal, Djalma Bastos de Morais, que aproveitou teleconferência com analistas para afirmar que não haverá problema de financiamento para as aquisições, uma vez que o investimento não é no caixa, e sim nos ativos que tenham sinergia.
"O primeiro vetor das aquisições são as sinergias. Aqueles ativos que não possuírem sinergias, dificilmente serão prospectados", reforçou o executivo. Desta maneira, a estatal mineira replica a estratégia adotada na compra da Terna, que será usada como veículo de expansão no setor de transmissão.
Setor de distribuição
Com o aumento da participação acionária na Light, fechada na última semana de 2009, a Cemig pretende usar a concessionária fluminense como veículo de crescimento da estatal no setor de distribuição. Esse foi um dos motivos que levou a companhia constituir uma sociedade de propósito específico (SPE) com um novo fundo de investimento em participações (FIP) para adquirir as fatias do FIP PCP, dos ex-sócios do Pactual, e da Andrade Gutierrez na Light, segundo explicou o diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações da Cemig, Luiz Fernando Rolla. "Teremos 49,9% no FIP para prevenir a interpretação de estatização na Light. Faremos da Light o nosso veículo de crescimento, e precisamos de agilidade e flexibilidade nas decisões", disse.
Bastos de Morais também afirmou que na época da divulgação dos resultados do primeiro trimestre já haverá resultado, e a diretoria da Light não será alterada. Um dos objetivos da Cemig é aumentar sua área de atuação no Rio de Janeiro, principalmente por causa de eventos (como a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016) que devem estimular a economia da cidade, além das boas perspectivas para o setor de petróleo, prosseguiu Rolla. O aumento da participação na Light pode resultar em um desembolso de R$ 1,6 bilhão (porém, dependendo do cronograma, o pagamento da fatia do FIP PCP pode ocorrer apenas em 2011).
Fonte: Monitor Mercantil