Dívida pública aumenta 1,32%
A dívida federal total do Brasil totalizou R$ 1,491 trilhão em novembro, alta de 1,32% ante outubro. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) somou R$ 1,389 trilhão em novembro, resultado 1,39% maior do que em outubro deste ano (R$ 1,370 trilhão). O aumento, segundo o Tesouro Nacional, se deveu à emissão líquida de R$ 7,92 bilhões e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 11,13 bilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,36% em novembro ante outubro, para R$ 101,9 bilhões.
A participação dos títulos do Tesouro Nacional com remuneração prefixada no total do estoque da dívida pública mobiliária federal interna passou de 31,23% em outubro para 32,47% em novembro. Todos os outros componentes da dívida apresentaram queda em igual período de comparação. No caso do índice de preços, a participação passou de 29,16% para 28,21%.
No caso dos títulos remunerados pela Selic, a fatia em relação ao total da dívida passou de 37,66% para 37,39% em igual período. A participação dos títulos cambiais cedeu de 0,72% para 0,71% do total da dívida de outubro para novembro. Os papéis remunerados pela TR equivalem a 1,21% da dívida de novembro ante 1,24% verificada outubro.
O Tesouro Nacional informou também que a apropriação de juros da dívida interna somou R$ 11,131 bilhões em novembro, o que representa 0,76% do estoque total. No mês passado, as emissões em oferta pública relativas à DPMFi somaram R$ 26,508 bilhões (1,80% da dívida). As emissões diretas cancelaram R$ 119 milhões. Foram registrados ainda resgates de R$ 18,466 bilhões na DPMFI.
dívida pública. O apetite dos investidores estrangeiros pelos títulos da dívida brasileira cresceu em novembro mesmo com a cobrança de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) a partir de 20 de outubro. Dados do Tesouro Nacional divulgados ontem mostram que a fatia da dívida com esses investidores subiu de 7,68% em outubro para 7,77% no mês passado - o que representa R$ 104 bilhões em mãos de aplicadores estrangeiros. Novembro foi o primeiro mês inteiro em que o capital estrangeiro foi submetido à nova taxação.
O coordenador de operações da dívida pública, Fernando Garrido, comentou que a cobrança de IOF sobre o estrangeiro teve pouco impacto sobre os indicadores porque esse investimento se trata, na maior parte dos casos, de uma aplicação de longo prazo. Ele evitou estimar qual seria o percentual de estrangeiros na dívida doméstica caso o governo não houvesse determinado a cobrança de IOF.
"É difícil fazer ilações, mas o que podemos imaginar é que a participação nos títulos de prazos mais curtos poderia ser maior", disse. Isso porque, alegou, a cobrança de 2% sobre um título de curto prazo, como o de seis meses, por exemplo, é mais significativa do que a cobrança sobre um papel com vencimento maior. O coordenador previu também que a participação estrangeira na dívida tende a crescer nos próximos anos.
Fonte: Jornal do Commercio