Ouro segue na contramão do dólar
O ouro também segue em sentido oposto à recuperação do dólar nos mercados internacionais. Até sexta-feira, o preço do metal precioso saltou 26% no ano, estabelecendo o recorde histórico de US$ 1.227,50 por onça-try em 3 de dezembro, ao passo que a política de taxas de juros próximas a zero nos Estados Unidos conduziu o dólar à sua mínima de 15 meses, em 26 de novembro. Os contratos do metal para entrega em fevereiro, negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), perderam 1,4% ontem, para US$ 1.096 a onça-troy. De acordo com as previsões de Michael Darda, economista-chefe da MKM Partners em Greenwich, Connecticut, o ouro terá um desempenho inferior a outras commodities e outros ativos em 2010: "Uma valorização estável no dólar e uma recuperação da economia americana mais forte que prevista no próximo ano servirão de freio para os preços do metal". Em janeiro, Darda previu que o preço saltaria para acima de US$ 1.000 a onça-troy.
Por outro lado, muitos analistas ainda apostam numa melhor performance do metal em 2010. O economista Dennis Gartman, gestor de fundo de hedge e editor da Gartman Letter, de Suffolk, Virginia, mantém a recomendação de compra: "Continuamos bastantes otimistas quanto ao desempenho do ouro, mas em termos de euros, libras esterlinas, e ienes", disse.
Investidores. Ao que tudo indica, o metal nobre fechará o nono ano consecutivo de valorização. O maior fundo lastreado em ouro, com cotas negociadas em bolsa, o SPDR Gold Trust, elevou sua exposição ao metal em 6,1 toneladas métricas para um total de 1.126,61 toneladas, em 18 de dezembro, de acordo com a sua página na internet. O seu recorde de exposição foi atingido em 1o de junho, quando chegou a 1.134 toneladas.Já o Banco Central da Rússia comprou 30 toneladas métricas do metal do depositário estatal Gokhran, por US$ 1 bilhão, confirmou o Minstro das Finanças do país. Índia, Sri Lanka e Ilhas Maurício também aumentaram suas reservas em ouro este ano.
A prata segue o movimento do ouro de perto. Os contratos para entrega em março do metal recuaram 1,6%, para US 17,035 a onça. No ano, a prata valorizou 51%.
Fonte: Jornal do Commercio