Qual é o Benefício?
Quero me Associar
Associado Mantenedor
 
Top de Marketing
Top Social
Happy Hour Empresarial
Personalidade do Ano
Encontro com os Notáveis
Fórum dos Governadores
 
Press Release
Artigos
Notícias
Clipping
Newsletter
Portfólio ADVB
 
Informações do Mercado
Cursos
Serminário ADVB
 
Home - Informações de Mercado

Por Dentro do Mercado: Deflação do IGP-M reduz juros futuros

Os juros iniciaram ontem a curta semana natalina em queda no mercado futuro da BM&F. As taxas caíram refletindo uma deflação mais intensa do que a prevista na segunda prévia do IGP-M de dezembro e expectativas de IPCA tranquilizadoras no Boletim Focus. O IGP-M caiu 0,18%, quando os economistas estimavam deflação de 0,12%. Deve acumular no ano deflação perto de 1,4%. E, na mediana, as cem instituições pesquisadas pelo Focus mantiveram em 4,5% a projeção de índice oficial de inflação para o ano que vem, enquanto a aposta para os próximos 12 meses ajustava-se tecnicamente de 4,39% para 4,40%. Enquanto não se deteriorarem as expectativas inflacionárias do mercado, o Banco Central não irá subir a Selic. E, num pregão já de reduzida liquidez - o giro de 135 mil contratos foi a metade do movimento de sexta-feira -, o contrato para o final do governo Lula recuou de 10,36% para 10,34%. A taxa para janeiro de 2012 cedeu de 11,88% para 11,86%. A maioria dos players do DI futuro espera que a divulgação, hoje, do Relatório Trimestral de Inflação do BC dê alguma emoção ao mercado.

Apesar de ser um dos principais instrumentos de comunicação do BC com os agentes, o documento não deve, na opinião do economista-chefe do BES Investimentos, Jankiel Santos, promover grandes alterações no cenário prospectivo de inflação para o horizonte relevante de tempo. "Com base nas informações fornecidas pela última ata do Copom, a inflação projetada pelo modelo estrutural do BC aponta para um cenário ainda benigno, com o IPCA convergindo para a meta de 4,5% em 2010", lembra Santos. Apesar do cenário de inflação para 2010 se mostrar relativamente tranquilo, a grande dúvida reside na possível trajetória de preços para 2011.

Nas simulações do Relatório anterior, publicado em setembro e relativo ao terceiro trimestre, o modelo indicava uma taxa de inflação ascendente no primeiro trimestre de 2011, furando, inclusive, a meta de 4,5%, mas que voltava a convergir para o centro da meta ao longo do tempo. "Caso o modelo venha a apresentar uma trajetória divergente para a inflação em relação à meta em 2011, isso reforçaria a necessidade de um ajuste na taxa de juros por parte da autoridade monetária", diz o economista. Outro ponto relevante no documento será a apresentação das projeções do BC para o crescimento do PIB. Ele vinha fazendo a defesa de um cenário de maior crescimento econômico que a média do mercado para o ano de 2009. Já para 2010, a mediana para a expansão do PIB é de 5% atualmente. Dependendo da nova estimativa do BC, a estrutura a termo de juros deveria apreçar uma urgência menor no possível ciclo de restrição monetária de 2010. Pelas contas de Santos, o mercado prevê que as taxas de juros irão subir cerca de 400 pontos a partir de março.

No mercado de câmbio, o dólar oscilou entre R$ 1,7720 e R$ 1,7880, mas fechou quase no zero a zero. Em leve alta de 0,11%, encerrou o dia a R$ 1,7850. As expectativas de que iriam aumentar as remessas de capital neste fim de ano, destinadas a realizar lucros e melhorar os balanços das matrizes, ainda não se confirmaram. Como no DI futuro, também no interbancário de câmbio o movimento já refluiu. O giro foi de US$ 2,2 bilhões, ante US$ 3,5 bilhões na sextas-feira. O principal debate cambial deste final de ano deverá ser o mesmo do começo de 2010: os efeitos do crescente déficit em conta corrente do balanço de pagamento sobre os preços. Projeta-se para o ano que vem um rombo de no mínimo US$ 40 bilhões. Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, é "ilusão" achar que com déficit dessa magnitude, ou pouco maior, já será suficiente para ajustar o câmbio. "Ainda não", adverte o economista. Como o Brasil ainda colhe os bons frutos do passado, ainda se terá forte entrada de capital em 2010. "O déficit ainda é financiável, mas as incertezas surgem no horizonte, pois a tendência do déficit é piorar a cada ano, já que se espera um crescimento doméstico maior do que o crescimento médio mundial", diz Vale. Com todos os investimentos necessários para o pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíadas e para o próprio crescimento da economia, será inevitável, na sua opinião, depender de poupança externa, já que o governo está gastando a poupança pública e não há expectativa de crescimento da poupança privada.

Fonte: Valor Econômico

 

Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - ADVB RJ
Av. Nilo Peçanha, 50 - Sala 1217 - Centro - CEP: 20020-906
Rio de Janeiro - RJ
(0xx21) 2524-8979